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A piscina de marés e as termas de Vals

A arquitectura contemporânea é marcada por uma diversificação e multiplicação generalizada. Cada arquitecto desenvolve a sua arquitectura, não existem regras ou uma linha de pensamento que apontem uma tendência concreta. É necessária uma reflexão acerca desta arquitectura, perceber o que deve oferecer ao homem contemporâneo. Torna-se necessária uma mudança, se a vida está presa num sentido, numa direcção, naturalmente procura e encontra outra forma de continuar.1 Contudo, a arquitectura contemporânea não beneficia de avanços tecnológicos significativos que proporcionem uma renovação expressiva da linguagem arquitectónica, como no caso do Movimento Moderno. Viramo-nos para outros formatos de mudança… Depois de uma construção massiva com o movimento moderno, surge uma forte mediatização da arquitectura. Aqui o que importa é a imagem e a criação de novas formas de nos chamar a atenção, de nos seduzir através do que observamos. O arquitecto surge como figura de um star system que o reconhece como criador dessas novas formas ou imagens. Esta forte tendência coloca de parte a vivência do homem no espaço como interesse prioritário, destruindo a linguagem, identidade e noção de pertença. Esta dissertação pretende reflectir, sobre um dos caminhos possíveis, acerca da importância de uma recuperação de valores passados, por uma arquitectura de experiência que, visivelmente, está em decadência. A experiência de que falamos é a da percepção e da sensação, a relação entre o homem e o seu invólucro. É importante perceber que a arquitectura tem uma ligação física e intrínseca com a vida, com o homem. É para ele que ela existe. A arquitectura deve exaltar a vida, deve tornar visível como nos toca o mundo.2 Pretendemos reflectir sobre estas questões e compreender a necessidade de as incorporar nos nossos projectos. Deste modo, iremos fazer referência à arquitectura contemporânea que, remando contra a maré, ainda insiste nas relações que fortificam e densificam a experiência de quem habita esse espaço. Pareceu-nos evidente o estudo das Piscinas de Marés de Álvaro Siza e das Termas de Vals de Peter Zumthor, não só porque partilham de uma sensibilidade para com o tema que acreditamos ser inerente e transversal a qualquer boa arquitectura, como nos mostra que, independentemente da cultura e influências, os princípios que regem o processo arquitectónico são os mesmos – o respeito pelo lugar, pelos materiais, pelo homem; sobretudo porque desde o início deste curso foram elementos de referência e de inspiração. Começámos por ler alguns críticos que se mostram fundamentais para o entendimento da arquitectura contemporânea [Sigfried Giedion, Bruno Zevi, Le Corbusier, entre outros], de modo a sustentar e a tornar mais coesa a noção, ainda pouco clara, do mundo e da arquitectura actual. Sigfried Giedion vê na história da arquitectura e da arte, no passado, uma forma de analisar o presente e antecipar o futuro, pretendendo mostrar a evolução da noção de espaço ao longo dos tempos, a ideia de que o passado está sempre presente no presente. Além disso, revela a importância da cultura e das tradições para a construção de um futuro [próximo ou não], revê as concepções do espaço ao longo da história de modo a captar pistas para uma noção arquitectónica contemporânea e tenta, de certo modo, fazer no campo da arquitectura o mesmo que Einstein fez na física: trazer um conjunto de regras que estabeleçam um princípio regulador ou modelo que nos permita evoluir sobre o conceito de espaço. É um pouco neste sentido que a dissertação se vai desenvolver, um retomar dos princípios reguladores da arquitectura que nos parecem fragilizados e cada vez menos incluídos na concepção dos espaços e edifícios. A par de um entendimento da teoria arquitectónica, procurámos uma fundamentação filosófica com base numa compreensão dos temas inerentes à experiência que envolve o mundo contemporâneo. O mundo, enquanto complexo de relações, não permite o estudo da experiência sem a criação de uma rede de articulações teóricas, sem uma abertura ao novo e desconhecido e sem uma reflexão sobre o mesmo. A complexidade do tema engloba uma multidisciplinaridade que aprofundada irá alargar o campo de estudo, intensificando e enriquecendo a problemática. Assim, o estudo de temas como a percepção, os sentidos, a sensação, o pitoresco, o movimento, a empatia [Einfühlung] - a relação homem-espaço - serão de um profundo interesse para a compreensão da temática. Começaremos com uma análise de conceitos que giram em torno da problemática da concepção do espaço, da relação homem-espaço. Debateremos as diferenças entre paisagem e natureza, entre lugar e espaço. Da percepção à apreciação será um subtema no qual iremos proceder ao desmantelamento da evolução da estética, do pitoresco estático até à percepção em movimento. Falaremos de Kant, de Dilthey, de Schamrsow, entre outros, o que conduzirá ao subtema O corpo em Movimento. Por fim, e de modo a rematar esta abordagem mais filosófica, iremos tratar as questões da linguagem, como entendemos o espaço e de que forma pode o arquitecto contribuir para um entendimento mais generalizado deste [ainda que a experiência seja individual e única]. Prosseguiremos com um enquadramento da noção de banho, da água enquanto elemento inerente às obras que nos propomos estudar, a evolução e crescente incorporação na vida quotidiana e de como se tornou resposta na procura de um experienciar o espaço. Por fim, iremos referenciar os casos que deram origem a esta dissertação – primeiro as Piscinas de Marés, depois as Termas de Vals – numa abordagem pragmática, discutindo os pensamentos que poderão ter estado na sua origem, fazendo um enquadramento do projecto, descrevendo e reflectindo acerca da sucessão espacial. Interessa-nos a arquitectura que é mais do que uma resposta funcional ao programa proposto, a arquitectura que nos toca, que nos motiva, que encontra formas de interacção com o ser e que existe por ele. Esperamos conseguir fazer jus à sua importância e motivar a sua reflexão com as próximas páginas.

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Arquitectura escolar en España: 1857-1936: Madrid como paradigma

Los escritos de arquitectura escolar debidos a Giner y Cossio constituyen un corpus de gran originalidad que fue el germen de las Instrucciones técnico-higiénicas sucesivas. La propuesta de edificio para la Institución en el Paseo de la Castellana supuso un intento de conciliar la estructura lineal con la de pabellones aislados y constituyó un precedente de las tipologías empleadas medio siglo después por la vanguardia arquitectónica. La concepción de la galería previa a las clases, puesta en práctica con verdadera magnificencia en los primeros grupos escolares construidos en Madrid es una aportación original que tras las experiencias de la década siguiente fue abandonada. Tras unos comienzos balbuceantes la intervención de la Institución Libre de Enseñanza en el diseño de edificios escolares se tornó más sutil, pero mucho más efectiva; es decir, evitando usurpar el papel del arquitecto -como tantos otros pedagogos- buscó en cambio rodearse de técnicos que supieran apreciar sus propuestas modélicas e integrarlas en sus proyectos habiéndolas hecho pasar previamente por el tamiz de su particular creatividad y modo de entender la arquitectura.

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Ricard Giralt i Casadesús, un noucentista transversal (1884-1970): arquitectura, urbanisme i municipi a la Catalunya del segle XX

Aquesta tesi aprofundeix en la perspectiva del moviment noucentista a partir de la anàlisi de la trajectòria professional de l’arquitecte Ricard Giralt Casadesús (1884-1970) i especialment del seu pensament urbanístic i social. El noucentisme com a moviment s’inscriu en el període històric de les primeres dècades del segle XX, com a llenguatge estètic i programa de intervenció política, en el marc de la Mancomunitat de Catalunya d’ara fa cent anys. L’estudi realitzat proposa una concepció transversal de l’arquitecte i, per extensió, una nova dimensió del moviment noucentista que supera el període del 1914-1924 en que s’inscriu la Mancomunitat i ofereix noves mirades vers els períodes històrics posteriors, fins a la fi del franquisme. Transversalitat cronològica, estilística, territorial i de pensament, que contribueixen a revisar el balanç d’una època en que es gestà el que havia de ser la Catalunya del segle XX, especialment des de l’àmbit de l’arquitectura i l’urbanisme municipal com a base de modernització del país. 

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Indicios y aportaciones del futurismo en la arquitectura española

El objetivo de este trabajo es examinar la influencia del futurismo en la arquitectura española. En la primera parte de la tesis se investigan los orígenes de este movimiento pionero en interesarse por las nuevas maquinas y tecnológicas y lo que estas representaron. Sus repercusiones serían fundamentales en Europa, sobre todo en las manifestaciones de su arquitectura. En la segunda parte de la tesis se profundiza en la influencia del futurismo en el que hacer arquitectónico Español.

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El espacio sagrado en la arquitectura española contemporánea

Esta tesis doctoral se propone demostrar que la construcción de iglesias durante las décadas de los años cincuenta y sesenta fue uno de los ejes alrededor de los cuales giro la reincorporación del movimiento Moderno en España. La tesis Doctoral se divide en tres partes. En la primera (El estado de la cuestión) se definen conceptos básicos en arquitectura religiosa; se traza la historia litúrgica del templo cristiano haciendo hincapié en los fundamentos teóricos del Movimiento Litúrgico, se analizan las relaciones entre Modernidad y arquitectura sacra, se efectúa una suerte de historia paralela de la arquitectura del siglo XX que toma la construcción del espacio sagrado como punto de referencia, y se constata la reivindicación del mecenazgo por parte de la iglesia, que reunió alrededor del templo a los artistas mas influyentes del momento. En la segunda parte (España: 1950-1965), se aborda la cronología de lo acaecido entre 1950 y 1965 en el ámbito de la arquitectura sacra en España, se descompone el debate teórico que surgió en torno al templo, y se expone la obra de dos arquitectos -Luis Moya y Miguel Fisac-, que contaron con una producción religiosa amplia y ejemplar. La tercera parte (Análisis de las obras paradigmáticas) recorre los distintos tipos que abarca el espacio sacro católico (la catedral, la basílica de peregrinación, la iglesia conventual, el altar al aire libre, la arquitectura conmemorativa, el oratorio, y las iglesias rurales, provisionales y parroquiales), ilustrando cada uno de ellos con una obra de calidad contrastada. Estas obras pertenecen a otros tantos arquitectos-Cabrero y Aburto, Laorga, Fernandez Alba, Soteras, Saenz de Oiza y Romany, De la Sota, Fernandez del Amo, el "Grup R", y Garcia de paredes-, autores que han tenido gran trascendencia en la historia de la arquitectura española. Para ello se estudian sus personalidades y su entendimiento general de la arquitectura en lo que afecta a su producción religiosa.

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Arquitectura, vivienda y reconstrucción en la Almería de posguerra (1939-1959)

El trabajo estudia la arquitectura realizada en la ciudad de Almería durante el periodo que va de 1939 a 1959, dominado por las consecuencias de la guerra civil de 1936-1939. La introducción en el tema se hace con una síntesis de la arquitectura almeriense de comienzos de nuestro siglo, para después centrarse en los contenidos fundamentales: la crisis económica posterior a 1939, el control estético y constructivo ejercido por el estado, la controversia tradición y modernidad en el debate arquitectónico y la valoración de los autores más representativos, para concluir con los cambios producidos a fines de los años cincuenta que ponen fin al periodo.

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La tradición de lo nuevo en el País Vasco. La arquitectura de los años treinta

Esta tesis trata de la arquitectura de los años treinta en el país vasco, enmarcándola en el contexto de la arquitectura española y europea de aquellos años. Una vez recogido el material, la mayoría inédito y colocado en su lugar cronológico, se analizo, presentándose dicho análisis en un texto con estructura propia. Dicho texto se expuso organizado en programas. Previamente a dicho núcleo, que constituye el núcleo fundamental de la tesis, se enmarca dicha arquitectura en el contexto arquitectónico internacional. Y la tesis se remata con un conjunto de documentos, la mayoría inéditos que constituyen los anexos entre los cuales destaca la correspondencia entre los grupos norte y este del G.A.T.E.P.A.C. que se acompaña con notas.

La organización en programas me permitió trabajar con cierto rendimiento mediante el uso del método comparado.

Sumariamente, se trataba de comparar los distintos procedimientos compositivos y despliegues de estructuras técnicas, verdaderos núcleos de la operación arquitectónica, ante programas semejantes. El análisis formal de las obras me permitió inducir mecanismos y criterios que de una u otra forma se encontraban en los proyectos y obras de dicho periodo. Todo ello me permitió caracterizar la arquitectura de dicha época en el país vasco.

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ODAM: valores modernos e a comfontação com a realidade produtiva

A Tese parte das premissas do moderno e do seu impacto na transformação da prática produtiva arquitectónica portuguesa, analisada através da especificidade da arquitectura produzida por um grupo de arquitectos do Porto, o grupo ODAM que defenderam os ideais modernos nos seus trabalhos e manifestos individuais e colectivos. Indaga-se os fundamentos estéticos e conceptuais constituídos por este grupo, em defesa das novas valências da modernidade para a valorização de vivências humanistas e civilizacionais portuguesas.

A eleição deste grupo residiu no estudo da ideia do "colectivo", como veículo ideológico da divulgação dos princípios e cânones "Modernos", tomados como premissas colectivas e aceites como bases transformadores da arquitectura, na sua capacidade de resposta à sociedade. Assumindo-se como fenómeno cultural, permitiram, na especificidade do grupo, revelar as linhas de pensamento fundamentais e uma produção confrontada na dialéctica, dos valores modernos e das valências permanentes, culturais e produtivas.

A estrutura geral do trabalho organizou-se assim metodologicamente em quatro partes. 

A parte I, reservada à explicação sumária da problemática do trabalho e das interrogações a colocar ao seu objecto de análise: o grupo ODAM. 

Na parte II, abordam-se as preocupações gerais do colectivo através de projectos de carácter "expositivo" constituídos como "modelos absolutos" propostos pelo grupo.

A parte III, trata do aprofundamento e materialização destas preocupações no confronto com a prática produtiva, através do estudo de obras singulares seleccionadas que se constituem como paradigmas de modos de fazer.

Conclui-se na parte IV, com a reflexão teórica, do quadro de produção e a síntese crítica das contribuições arquitectónicas mais relevantes elaboradas pelo grupo em que os temas que pretendem responder às interrogações efectuadas na I parte.

A centralidade do trabalho residiu, deste modo, na procura de entendimento desta formalidade singular, através da descoberta e definição de três "padrões" de actuação que revelam preocupações inerentes ao seu modo de conceber e caracterizam a essência do grupo. O período temporal definido entre 45 e 55, correspondente à afirmação de identidade do Grupo ODAM que se constituiu como tal em 1947 e teve o seu apogeu com a exposição no ateneu comercial do Porto em 1951.

O primeiro "padrão" corresponde genericamente à produção de pré-forma moderna do Grupo, onde a expressão dos artefactos pesa mais do que os seus conteúdos modernos. É nesta etapa que se identificam as primeiras obras polémicas que abrem caminho à necessidade de os arquitectos se associarem num grupo reivindicativo, com interesses e modos de actuação comuns em que se revelam os primeiras procuras formais modernos, embora o compromisso com a representatividade dos valores convencionais se sobrepunha à vontade de ser radicalmente moderno.

No segundo "padrão", os conteúdos formais correspondem à pertença aos novos valores apoiados numa confiança total na nova era da máquina que se reflectem no uso, no programa, na "racionalização da função", numa filosofia e metodologia de projecto que se espelha numa forma mais abstracta, como código universal totalizante.

No terceiro "padrão", assimilado e entendido o conteúdo moderno, são outras valências que se querem somar. À pureza abstracta da forma associa-se a identidade local, mais humanizada e a procura de outras valências relegadas, a "memória" e o "instinto".

Estes três padrões que, de modo abdutivo, se apresentam como premissas de estudo, procuram através da produção teórica e projectual do colectivo, confirmar a amplitude e grau de pertinência dos valores modernos em Portugal. Definir a importância dos conteúdos modernos, descoberto na afirmação do Grupo ODAM, como percursores de uma especificidade, a que hoje genericamente se designa como a escola do Porto, constitui-se como um dos pontos de relevância do trabalho para o entendimento e validade actual dos processos produtivos da arquitectura portuguesa.

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Oteiza, arquitectura como desocupación espacial

Jorge Oteiza Embil (Orio, 1908 - San Sebastián, 2003) diseñó diferentes intervenciones en el campo de la arquitectura. Cronológicamente llegamos a encontrar cerca de 25 operaciones de diferente orden y planteamiento. En 1958 - 1959 realiza, junto con el arquitecto Roberto Puig Álvarez, el Proyecto para el Monumento a José Batlle y Ordóñez en Montevideo. La Tesis comprueba cómo Oteiza se implica en la intervención con gran intensidad, revelando, a través del Monumento, importantes parámetros para entender su concepción del espacio. Éste es el componente principal de cualquier construcción arquitectónica.

Este memorial nos llevará a explorar una parte de la compleja producción que desarrolló Jorge Oteiza. La localización de toda la documentación existente es una tarea prioritaria con el fin de poder trabajar con los datos reales. Los archivos corroboran la problemática que implica conocer este proyecto: Uruguay, Francia y España son los puntos donde encontraremos el Monumento. Desde esta plataforma podemos descubrir la obra en verdadera magnitud. El estudio de la misma se hará con instrumentos específicos de la arquitectura como el dibujo y también con el procesado de todas las imágenes y escritos vinculados con el tema. 

La Tesis se estructura en 5 partes, 2 vinculadas con el proceso documental y 3 con la comprensión e interpretación del proyecto. Estas últimas nos conducirán por la obra y todo lo que gravita sobre la misma: 

.-"el Objeto": un proyecto destinado al homenaje del ex-presidente uruguayo José Batlle y Ordóñez, con una localización ubicada en el Parque Rodó de Montevideo. Un Concurso, anómalo en su desenlace que convocó a 74 propuestas de 25 países. Un trabajo, de Oteiza y Puig articulado con tres elementos de geometría radical y con la intención de generar un espacio espiritual. Una propuesta que emplea el vacío como principal instrumento de construcción arquitectónica. 

.-"el Proceso": los trabajos previos empleados en su definición. El manifiesto - memoria como postura ante el arte en general y ante la arquitectura en particular. Las esculturasesbozos que sirvieron para estudiar diferentes relaciones entre las partes y el todo de la propuesta. Los proyectos-bocetos que concentraron diferentes intereses y sistemas compositivos con anterioridad al empleo de los mismos en el Monumento. Todo ello supone un conjunto de claves que nos muestran el sistema creativo que pudo sustentar la intervención uruguaya. 

.-"el Paisaje": que implica una actividad reflexiva y operativa sobre el mismo. Se estudia la composición del mismo en su partes primigenias. Se valora el proceso de integración y relación de las obras con el medio. Se analiza el destino de las mismas: el hombre, como razón última de toda actuación y que supondría una transformación social.

El desarrollo secuencial utilizado, desde lo singular del ejemplo, hasta lo general del ideario, busca ascender y consolidar cada uno de los niveles de conocimiento al tiempo que se establece una lectura transversal sobre el trabajo del oriotarra en este campo. 

El conjunto de todo ello nos hará profundizar más sobre el espacio y su definición a través de Oteiza, lo que nos sitúa ante un proceso transcendente y abierto: "La verdadera transcedencia espiritual de un arte nuevo y original es la verdadera creación estética: la desocupación espacial". (Jorge Oteiza)

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Habitar em portugal nos anos 1960: ruptura e antecedentes. Un caminho pelo interior do discurso

O objectivo da presente investigação consiste em entender, através da análise dos discursos sobre o habitar, o passar do tempo no interior da arquitectura doméstica portuguesa, até ao final da década de 1960. Depois de diversas convulsões políticas nas primeiras décadas do século XX, Portugal inicia em 1928 um período que dará origem ao Estado Novo e que implicará mais de quatro décadas de um regime no qual o ditador, António de Oliveira Salazar, desempenhou o papel fulcral. Neste contexto, os papéis da família, da mulher e da casa vão sofrendo alterações às quais os arquitectos não ficam indiferentes e com as quais se relacionaram de modo diverso.

Na primeira parte do estudo, são identificados dois momentos antecessores essenciais para a compreensão dos anos 1960. O primeiro inicia se na passagem do século XIX para o XX e organiza-se em torno da figura do arquitecto Raul Lino e da discussão da "casa portuguesa". Para além da análise realizada sobre o conceito de habitar, subjacente aos diversos trabalhos publicados por este arquitecto, cruzam-se as suas propostas com as de outros autores menos relevantes. Foram igualmente comentados os projectos de habitação colectiva de Lino, tentando reconhecer neles reflexos do habitar reclamado. Relativamente a este período levantam-se, entre outras questões, a da passagem do paradigma unifamiliar para o da habitação colectiva e as intuições, presentes ou não consoante os autores, próximas de uma perspectiva antropológica do habitar. Como segundo grupo de produções antecessoras, são trabalhados textos de Francisco Keil do Amaral, Fernando Távora e Manuel Vicente Moreira, assim como as propostas apresentadas ao 1.º Congresso da Arquitectura Portuguesa (1948), no grupo de trabalho dedicado ao tema da habitação. 

Na segunda parte do presente estudo, propõe-se construir um entendimento sobre a ruptura que a década de 1960 representa para a reflexão sobre a arquitectura doméstica portuguesa, através das múltiplas escritas, produzidas por arquitectos e por outros técnicos directamente implicados nestas preocupações. O amadurecimento e a rigor colocados na generalidade dos trabalhos produzidos acontecem associados a uma profunda atenção à realidade. É reconhecível, numa linha com raízes anteriores, o desejo de melhorarem a acção projectual para que seja possível produzir um habitar digno e valorizador do viver doméstico. Já no início do século, a arquitectura como produção desejavelmente antropocentrada podia ser encontrada nas propostas de Raul Lino; desta vez, porém, a preocupação é objectivamente a da habitação colectiva. Assim, a família anónima a mapear passa a ser caracterizada através, principalmente, da quantificação. As acções distintas da teoria, da crítica e, mais tardiamente, da história, começam a acontecer em crescente cumplicidade com o projecto. A procura da cientificidade, da transdisciplinariedade e a ideia da Arquitectura como conhecimento encontram eco nos múltiplos discursos de que os arquitectos passam a ser parte activa.

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