Habitar em portugal nos anos 1960: ruptura e antecedentes. Un caminho pelo interior do discurso

Informação sobre a Tese

  • Autor: Santos Pedrosa, Patrícia
  • Data: 2010
  • Orientador: Montaner, Josep Maria
  • Universidade: Universidad Politécnica de Cataluña
  • Escola ou Faculdade: ETSA Barcelona
  • Departamento: Departamento de Proyectos arquitectónicos
  • Fonte: TDR, Tesis Doctorales en Red

Resumo

O objectivo da presente investigação consiste em entender, através da análise dos discursos sobre o habitar, o passar do tempo no interior da arquitectura doméstica portuguesa, até ao final da década de 1960. Depois de diversas convulsões políticas nas primeiras décadas do século XX, Portugal inicia em 1928 um período que dará origem ao Estado Novo e que implicará mais de quatro décadas de um regime no qual o ditador, António de Oliveira Salazar, desempenhou o papel fulcral. Neste contexto, os papéis da família, da mulher e da casa vão sofrendo alterações às quais os arquitectos não ficam indiferentes e com as quais se relacionaram de modo diverso.

Na primeira parte do estudo, são identificados dois momentos antecessores essenciais para a compreensão dos anos 1960. O primeiro inicia se na passagem do século XIX para o XX e organiza-se em torno da figura do arquitecto Raul Lino e da discussão da "casa portuguesa". Para além da análise realizada sobre o conceito de habitar, subjacente aos diversos trabalhos publicados por este arquitecto, cruzam-se as suas propostas com as de outros autores menos relevantes. Foram igualmente comentados os projectos de habitação colectiva de Lino, tentando reconhecer neles reflexos do habitar reclamado. Relativamente a este período levantam-se, entre outras questões, a da passagem do paradigma unifamiliar para o da habitação colectiva e as intuições, presentes ou não consoante os autores, próximas de uma perspectiva antropológica do habitar. Como segundo grupo de produções antecessoras, são trabalhados textos de Francisco Keil do Amaral, Fernando Távora e Manuel Vicente Moreira, assim como as propostas apresentadas ao 1.º Congresso da Arquitectura Portuguesa (1948), no grupo de trabalho dedicado ao tema da habitação. 

Na segunda parte do presente estudo, propõe-se construir um entendimento sobre a ruptura que a década de 1960 representa para a reflexão sobre a arquitectura doméstica portuguesa, através das múltiplas escritas, produzidas por arquitectos e por outros técnicos directamente implicados nestas preocupações. O amadurecimento e a rigor colocados na generalidade dos trabalhos produzidos acontecem associados a uma profunda atenção à realidade. É reconhecível, numa linha com raízes anteriores, o desejo de melhorarem a acção projectual para que seja possível produzir um habitar digno e valorizador do viver doméstico. Já no início do século, a arquitectura como produção desejavelmente antropocentrada podia ser encontrada nas propostas de Raul Lino; desta vez, porém, a preocupação é objectivamente a da habitação colectiva. Assim, a família anónima a mapear passa a ser caracterizada através, principalmente, da quantificação. As acções distintas da teoria, da crítica e, mais tardiamente, da história, começam a acontecer em crescente cumplicidade com o projecto. A procura da cientificidade, da transdisciplinariedade e a ideia da Arquitectura como conhecimento encontram eco nos múltiplos discursos de que os arquitectos passam a ser parte activa.

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